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O fim do idiota interior – Vícios, Medos e o Piloto Automático

A batalha para se livrar do idiota interior deve ser diária. O tempo todo sofremos pressão para sucumbir aos problemas. Saiba como se forma essa programação equivocada a partir de medos e vícios, e aprenda a combatê-la com mais eficiência.

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No primeiro artigo dessa série “O fim do idiota interior – como se livrar disso?”, você viu que existe uma programação mental que costuma paralisar as pessoas, impedindo de atingir seus objetivos de vida. Agora você vai saber que mecanismos geram essa paralisia e originam esse “idiota interior”.

 

De onde vem os vícios

Um desses mecanismos que geram a paralisia mental é o vício. Vício é algo que alguém quer muito, mas não consegue parar de querer. Está além da sua necessidade!

Enquanto houver apego a objetivos de vida apenas de proteção e conforto os vícios têm um terreno fértil para crescer e serem ativados.

Os principais motivos que levam a ativação dos vícios na vida:

  1. Sentir-se necessário: todo mundo tem isso e quer se sentir útil, bom. Mas se isso ocorrer de forma viciada, com apego, torna a pessoa carente, controladora, inconveniente, chata, mala.
  2. Ter teimosia esperançosa: claro que desejar que as coisas melhorem é bom, mas achar que as coisas vão mudar sem fazer nada, insistir no que não está dando certo é teimosia. Isso gera passividade, mediocridade, aceitando menos do que deveria, criando mais dependência, procrastinação e preguiça.
  3. Ser o pioneiro: querer ser o primeiro em tudo para mostrar para os outros é uma receita para gerar cobiça, ganância, fofoca e apego.
  4. Encontrar culpados: para o cérebro evitar ficar investigando onde está errado ele busca alívio ao “encontrar” culpados, porém, esse alívio traz disfarçados baixa autoestima, fragilidade emocional, vitimização.
  5. Ser notado: Não é errado desejar exposição, mas de forma exagerada é ruim, gerando carência, dependência, impertinência.
  6. Ter sempre razão: quem nunca admite um erro, não permite que o cérebro busque investigar onde está errado em si mesmo, permanecendo na vaidade, agressividade e arrogância.

Os vícios se conectam com a programação do “piloto interior”, ou seja, o conjunto de automatismos que o cérebro cria para facilitar a vida.

É comum aceitar uma programação de piloto automático imposta pelos outros. Isso é bem diferente de cada um escolher e treinar o seu próprio piloto. 

 

Medos Humanos

Imagem de criança escondendo o rosto. Fonte: https://pixabay.com/pt/users/vika_glitter-6314823/Medo é uma emoção natural humana que serve para proteger de perigos. Acontece que a sociedade atual costuma imprimir mais medo do que o necessário. Aí as pessoas vivem sempre com medo, sem parar para refletir se isso é bom ou ruim ou como olhar de uma forma diferente pra isso.

Geralmente o medo indica algo a ser trabalhado internamente. Deve-se dominar os medos, se não eles mandam no ser.

Dominar os medos não significa excluí-los da vida mas trazer para a consciência. Quem não aprende a lidar com os medos deixa que eles tomem conta de sua vida.

Assim, medo da pobreza, de críticas, doenças, velhice, medo de não pertencer, rejeição, medo da morte, etc, tudo isso é natural e não há por que deixar de sentir isso. Mas isso não deve impedir que a vida seja vivida.

Perder amor de alguém, ser ignorado, perder tempo, não ser bom o bastante, tudo faz parte da vida, e uma hora ou outra vai acontecer. Quem não aceita as fases naturais da vida e os espinhos deixa de aprender, de crescer e isso consome as pessoas.

Esses dois problemas, vícios e medos, vão dominando o ser humano com o tempo. Da mesma forma, vício em comportamentos antinaturais deixa a pessoa artificial e tende a querer agradar todo mundo. Adiciona-se a isso as emoções manipulativas.

Assim o comportamento é criado com as emoções. Se não está como a pessoa quer tem que tratar o idiota interior que permite que tudo isso aconteça. A vida tem que ser leve e fluida.

 

Como sair do piloto automático

Notícias manipulativas e programas televisivos de hoje em dia estimulam emoções que são exploradas pela mídia, como medo, raiva, surpresa, alegria, afeto, repulsa, etc.

  • Medo gera aflição, apreensão, paralisia, covardia;
  • Raiva gera violência, impaciência, agressão;
  • Surpresa gera susto, riso, choro, trauma;
  • Alegria gera riso, amor, diversão, leveza;
  • Afeto gera conexão, empatia, comunidade, solidariedade;
  • Repulsa gera polêmica, indignação, nojo.

Essas emoções, mesmo quando são positivas, deixam-nos vulneráveis para que os manipuladores se aproveitem e criem dentro de nós pequenos bloqueios e consequências que vão minando nossa capacidade de viver nos nossos próprios termos.

Assim, aos poucos sem perceber vamos cultivando intolerância, sentimento de vingança, suspeita, ganância, egoísmo exacerbado, ciúmes e inveja, além da vergonha e maledicência.

Assim, criamos sem saber esse piloto interior, imposto pela sociedade e que faz de tudo para buscar segurança, conforto, estabilidade, aceitação, etc. Não que tudo isso seja ruim, mas o problema está no exagero e no apego a esses valores, deixando outros valores fundamentais de lado.

Piloto dormindo ao volante
Piloto dormindo ao volante. Fonte: freepik

 

Já o piloto interior gerado por si mesmo cria e treina gera imunidade melhor, liberdade, riqueza, crescimento, além dos valores anteriores. Essa é a grande diferença: enquanto uma programação te puxa apenas para proteção, a outra te leva a se expandir!

Assim, é importante questionar o piloto que comanda a sua vida. Questionar o piloto é mandar nele, não ser um cachorrinho que faz tudo o que o dono manda. Sabendo que esse piloto existe, pode-se dominá-lo e não aceitar tudo o que ele quer! Reflita: O seu piloto te pilota ou você pilota o piloto??

É importante ter ambição de melhorar de vida, mas sem a ganância! Ganância é mortal, ambição é vital!

 

Haverá resistências!

Agora, importante lembrar que a reprogramação mental é um conjunto de atividades, não práticas soltas, não apenas uma ferramenta para consertar um parafuso frouxo, mas todo um processo.

Ao tentar ir contra o piloto automático que foi criado ao longo de anos haverá resistências. Assim, é preciso ficar atento a essas resistências que costumam vir em forma de:

  • Ignorância: é um grande mal da humanidade. Para deixar de ser ignorante deve-se ter a disposição pra despertar a mente, com estudo transformacional e não apenas informativo, ou seja, é necessário mergulhar, fazer imersão de verdade na transformação da vida e não apenas de forma passiva.
  • Apego: como dito antes, o apego a valores falsos escraviza e se não conseguir dominá-lo, cria-se aversão às mudanças.
  • Aversão: críticas aos outros, intolerância, não querer ver o lado do outro, contra a diversidade, etc.
  • Vitimização: carente, a partir de não ter apoio ou amor dos pais, a criança fica assim, ficando sempre doente, gerando a culpar outros, etc.
  • Interrogador: também é sinal de carência. Quem fica fazendo pergunta o tempo todo, questionando tudo, chamando atenção, acaba não conseguindo mergulhar no que é profundo.
  • Intimidador: ganha força ao meter medo nos outros, mostrando diversos problemas para não fazer coisas ou outras.

Várias situações na vida vão “carimbando” marcas nas pessoas, memórias. E memórias trazem mais do mesmo no dia a dia, reforçando muitas vezes conceitos que é preciso superar! A programação mental correta tem que sempre ser cultivada, limpada, cortada, igual banho, unha, cabelo. Pra isso tem que fazer um conjunto de coisas.

Por isso a reprogramação mental não é fácil, muitas vezes quem se predispõe a isso vai precisar de ajuda, de orientadores, mestres. Mas também não se deve apegar a isso. Mestre não é um guru que vai mandar a pessoa fazer algo, mestre é um degrau, alguém que, com conselhos, ajuda o discípulo a subir!

Outra situação comum é a dependência emocional. Uma pessoa não deve ser a única razão na vida de outra, mas sim se tornar melhor com ela. Não ficar achando que outro alguém vai completar algo que falta na vida, mas sim fazer com que ela transborde!

Portanto, sempre reflita: Quem governa sua vida? Qual sua programação hoje na família, finanças, saúde, autoestima? O seu piloto está funcionando para ter a vida que você sempre sonhou?

Para você que chegou até aqui, como presente, use esse mantra da liberdade emocional:

“Eu não sou responsável pela felicidade de ninguém e ninguém é responsável pela minha felicidade”

No próximo e último artigo dessa série falaremos sobre como pessoas negativas e a frequência intrusa atuam e como se proteger disso.

Fonte do artigo: Curso Mestre das Metas, Luz da Serra, 2022 e livro O fim do Idiota Interior, Bruno Gimenes, Editora Luz da Serra, 2022

Foto de Itamar Barbosa

Itamar Barbosa

Itamar é formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas. Sempre buscando entender mais sobre a vida e o mundo, acredita no poder da transformação pessoal através da educação e compartilha reflexões profundas com o que aprende todos os dias!

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